Queda de cabelo é sintoma, não diagnóstico. Tireoide, ferro, pós-parto, emagrecimento rápido ou uma alopecia que afina o fio aos poucos: cada causa pede um tratamento diferente. Veja como descobrir a sua.
Doutor, eu vou ficar careca?
É a pergunta que o Dr. Maycon mais escuta. A resposta honesta é: depende da causa. E na maioria das vezes ela já começa a aparecer na primeira consulta, com a tricoscopia. Não é falta de cuidado: muitas vezes ninguém investigou a causa.
Responda 8 perguntas de toque: há quanto tempo, como o cabelo mudou, a família, o couro cabeludo e o que aconteceu nos meses anteriores. No fim, você recebe um índice de prioridade de 0 a 100% e o que pesou nas suas respostas.
Este teste não é diagnóstico. Ele indica a prioridade de uma avaliação com base nas suas respostas. A causa da queda e o tratamento são definidos na consulta, depois do exame do couro cabeludo.
Shampoo, vitamina, tônico… e a queda continua? Não é porque eles sejam ruins. É porque começam pelo fim: a mesma queda pode ter causas bem diferentes, e cada uma pede um tratamento diferente.


Alterações da tireoide mexem com o ciclo do cabelo. Um exame de sangue simples ajuda a investigar.
Muito comum em mulheres. Ferritina baixa pode aumentar a queda, mesmo sem anemia.
O cabelo responde com atraso: a queda aparece meses depois do gatilho e muitas vezes é passageira.
Perder peso rápido, inclusive com as canetas, ou comer pouca proteína pode aumentar a queda.
Tem componente genético e hormonal. O fio vai nascendo cada vez mais fino, e por isso demora a ser percebida.
Dermatite, estresse intenso, alguns medicamentos e outros tipos de alopecia também entram na investigação.
Por isso o tratamento começa pela causa: conversa detalhada, exame do couro cabeludo com tricoscopia e, quando precisa, exames de sangue direcionados. Só depois disso sai o tratamento.
Na alopecia androgenética feminina, o cabelo nem sempre cai em quantidade: o fio vai nascendo mais fino. Por isso muita mulher chama de fase. Queda e afinamento são coisas diferentes, e às vezes acontecem juntos.

E aqui está o detalhe: uma queda de um momento difícil pode revelar uma alopecia que já vinha afinando o fio devagar. Quanto mais cedo isso é investigado, mais opções de tratamento costuma haver.
No espelho, os fios parecem todos iguais. A tricoscopia aumenta o couro cabeludo dezenas de vezes e mostra o que está acontecendo, ali na hora, na tela.

Muitos fios finos misturados aos grossos indicam que o folículo está produzindo um fio cada vez menor.
Mostra sinais de inflamação, oleosidade e descamação que influenciam a queda.
É feito no consultório, durante a consulta. Ajuda a separar uma queda passageira de uma alopecia que progride.
Depois de parto, cirurgia, febre forte ou emagrecimento rápido, é comum o cabelo cair mais por um tempo. Mas existem 3 situações em que vale não esperar:
A queda passageira costuma melhorar em alguns meses. Se continua, a causa pode ser outra.
Falha numa área, vermelhidão, coceira ou ardor no couro cabeludo pedem avaliação.
É o sinal que mais passa despercebido: além de cair, o cabelo vai ficando mais ralo.
Adiar a avaliação pode deixar o tratamento mais longo. Não é sobre pressa: é sobre não perder tempo.
Quando começou, o que aconteceu 2 a 3 meses antes, medicamentos, gestação, dieta, rotina e família.
O couro cabeludo e os fios vistos na tela, aumentados dezenas de vezes.
Ferro, tireoide e outros, escolhidos pelo caso. Nada de pedir tudo por garantia.
O que fazer, em que ordem e por quanto tempo. Com retorno em até 30 dias.
O valor do tratamento depende da causa e do plano de cada paciente, e é passado na consulta, depois da avaliação.

Dermatologista com foco em tricologia (saúde do cabelo e do couro cabeludo) e transplante capilar. Diretor do Instituto Venanzi, em Campo Mourão-PR.
"Seu cabelo não precisa de marketing. Precisa de diagnóstico."
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